quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO 9º ANO

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
ORAÇÕES ADVERBIAIS

1- Leia o texto e classifique as orações destacadas.
UM PÉ DE MILHO


          Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho. Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim - mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio outro amigo e afirmou que era cana.
          Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas é diferente.
          Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua - não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas - mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
          Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
Rubem Braga


2- Reescreva os períodos acrescentando no lugar da indicação entre parênteses uma oração de sentido correspondente:

a – (oração subordinada adverbial proporcional) que o tempo passa, tornamo-nos mais experientes.

b – (oração subordinada adverbial causal) estava chovendo, não fomos ao passeio combinado.

c – Devemos sempre acreditar em um mundo melhor (oração subordinada adverbial concessiva) a paz pareça estar longe do nosso alcance.

d– (oração subordinada adverbial temporal) você chegar, avise-me, pois precisamos conversar sobre um assunto de seu interesse.

e – Precisamos nos qualificar sempre (oração subordinada adverbial final) possamos acompanhar as novas exigências do mercado de trabalho.




3- Referindo-nos aos períodos abaixo, analise-os de acordo com o que se pede:

Mariana está à espera de notícias desde que amanheceu.
Mariana mudaria para São Paulo desde que conseguisse um bom emprego.

a – Procurando manter o mesmo sentido, atribua uma outra conjunção para as que encontram-se em destaque.
b – De acordo com sua análise, as orações subordinadas possuem a mesma classificação?
c – Caso sua resposta tenha sido negativa, justifique, levando em consideração o modo como são classificadas.



4- No período - “E quanto mais andava mais tinha vontade”, ocorre idéia de proporção.
Assinale a opção em que tal idéia NÃO ocorre:

a) quanto mais leio este autor menos o entendo;
b) choveu tanto, que não pudemos sair;
c) à medida que corria o ano, o nosso trabalho era maior;
d) quanto menos vontade, mais negligência;
e) quanto mais se lê, mais se aprende.

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